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Sexta-feira, Junho 09, 2006

[Zero] Morada

Estou um bocado farto do erros e coisas estranhas do Blogger.
Vai daí, e continuando com a minha tradição de "blog killing", mudei de casa.
Arranjei lugar no Wordpress que permitiu a importação de todos os posts e comentários (!) para lá, pelo que não perdi nada.
Para além disso, tem outras funcionalidades que me agradam.
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O [em nome próprio ] a partir de agora tem nova morada [clique aqui].
Os comentários estão abertos a todos, provavelmente sujeitos a moderação (ainda estou em fase de aprendizagem...)
Obrigado a todos. Apareçam, espero por vós.
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Um grande abraço,
CT

Segunda-feira, Maio 22, 2006

[Zero] Morada

Quando não estou aqui,
Estou ALI.

Terça-feira, Maio 16, 2006

[Zero] Poemário

Volta amanhã, Realidade - Pierrot Bêbado
[Poema de] Fernando Pessoa
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Lisboa. 26 de Novembro de 1935. Pessoa encerra o expediente no escritório de import-export e segue para casa. Debaixo do braço, sempre a sua pasta de cabedal. Antes de chegar ao seu andar na rua Coelho da Rocha, passa pelo bar do Trindade, logo na esquina. Rotina. O amigo vende-lhe fiado. Chega-se ao balcão e diz:
- 2, 8 e 6.
Trindade serve-o: fósforos, um maço de cigarros e um cálice de aguardente. No olhar, cumplicidade. Os fósforos custam 20 centavos, os cigarros 80 e um cálice de aguardente 60. Pessoa simplifica: 2, 8, e 6 tostões. Trindade já está acostumado. O poeta acende um cigarro e bebe o cálice, um trago só. Retira da pasta uma garrafa vazia, preta. Entrega-a ao Trindade que, discretamente, a devolve cheia. Com a pretinha bem guardada, Pessoa despede-se. Sai aos tropeções e a recitar:
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Bêbada branqueia
Como pela areia
Nas ruas da feira,
Da feira deserta,
Na noite já cheia
De sombra entreaberta.
A lua branqueia
Nas ruas da feira
Deserta e incerta...
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.
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Mais Pessoa em... aqui.

[Zero] Desculpas

a minha crónica falta de tempo está a tornar-se estupidamente constrangedora.
não tenho respondido aos comentários, estou em dívida pela falta de links dos visitantes...
prometo que vou fazer-me um homenzinho e por tudo em ordem... mas só amanhã.
deixo-vos o poemário, acima.
um abraço a todos.

[Zero] Novidade

afinal ainda havia espaço para mais qualquer coisa na belogolândia.
vai daí e passo a publicitar a novidade.

Segunda-feira, Maio 15, 2006

[Zero] Poemário

A Plácida Face Anónima de Um Morto
Álvaro de Campos
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A plácida face anónima de um morto.
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Assim os antigos marinheiros portugueses,
Que temeram, seguindo contudo, o mar grande do Fim,
Viram, afinal, não monstros nem grandes abismos,
Mas praias maravilhosas e estrelas por ver ainda.
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O que é que os taipais do mundo escondem nas montras de Deus?

[Zero] Talvez



Talvez valham a pena as viagens, talvez valham a pena as reuniões, os quadros, os quartos de hotel, as corridas para os aviões,
Talvez valha a pena a distância, talvez valha a pena a ausência, o regresso, a volta ao lar,
Talvez valha a pena tudo isso.
Se não tivermos
memória.

[Zero] Memória

[de Rui Costa Pinto para a Visão OnLine]
A participação de Elie Weisel, Prémio Nobel da Paz, em 1986, e um dos sobreviventes do holocausto (Shoa, como é designado em hebraico), num acto público promovido por George Clooney, que se tem destacado pela denúncia do primeiro genocídio do século XXI, tem um significado muito especial.
As iniciativas mediáticas do actor e realizador norte-americano em relação a Darfur deixam a nu o enorme vazio e o cinismo criminoso que rege a actual ordem mundial.
Desde que eclodiu em Fevereiro de 2003, o conflito no Darfur já fez entre 180 mil e 300 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados.
Não é por acaso que George Clooney afirma: «Não podemos virar a cabeça e olhar para o lado esperando que de uma maneira ou de outra tudo isso vá desaparecer, porque se o fizermos é o que vai acontecer-lhes. Eles vão desaparecer e só ficará a História para nos julgar».
A limpeza étnica é tão sinistra como a condenação de uma parte de um continente inteiro à fome, à doença e à guerra.
Invocar a memória das vítimas do regime nazi quando se esquece o massacre de milhões de inocentes africanos é intelectualmente desonesto e inaceitável.
A tentativa de extremínio do povo judeu só foi por diante por se ter tolerado, inicialmente, a monstruosidade da criação da solução final.
Hoje, na era da globalização, já não há justificação para ignorar o que se passa no Biafra, Ruanda e Sudão, entre muitos outros cantos do mundo.
Ninguém é insensível ao significado do memorial de Yad Vashem, em Jerusalém. Ninguém pode ficar indiferente às imagens e relatos diários da condenação à morte de civis africanos às mãos de líderes corruptos e facínoras, que enchem os bolsos do Ocidente.
A pretexto da garantia do fornecimento de petróleo, de um punhado de contratos milionários que alimentam as insaciáveis indústrias de defesa e de uns míseros negócios regados com comissões fabulosas, os líderes de algumas democracias ocidentais têm perpetuado regimes políticos criminosos.
A manutenção do desastre de Darfur é a prova que nada mudou desde Auschwitz-Birkenau, Sobibor, Belzec, Treblinka, Bergen-Belsen e Chelmno.
Afinal, não é o método que importa. É a barbárie, por mais violenta ou sofisticada que possa ser.

Quarta-feira, Maio 10, 2006

[Zero] Poemário

Absinto
Joaquim Amândio Santos


vedam às minhas veias a razão do absinto.
panaceia esmagadora de cada sopro
racional.
deixam-me os restos: um sangue inócuo
[normal]
olho-me sóbrio
[tristemente sóbrio]
ignorado
[comum]
mortal!
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[Poema gentilmente roubado ao fabuloso livro "Pedra sobre Pedras" a apresentar hoje à noite, por volta das 21:30h, na FNAC do NorteShopping... onde infelizmente não vou conseguir estar.
Daqui o meu abraço a JAS]

[Zero] Corrida

Decididamente esta semana não é "beloguícia".
Razões que só o trabalho conhece levam-me uma vez mais, desta feita para Sul.
Não sei se conseguirei fazer mais alguma coisa esta semana, vou tentar.
Entretanto, vejam acima.
Sem falta.
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Abraços a todos.